Novo medicamento para epilepsia é aprovado nos EUA

30/10/2012

A epilepsia é um distúrbio cerebral cuja atividade das células nervosas do cérebro é atípica – diminuída ou excessiva. Essa condição pode  provocar crises epiléticas parciais ou totais. As crises parciais são as mais comuns em pessoas que sofrem dessa síndrome, afetam uma área limitada do cérebro, mas podem se espalhar para outras partes do órgão, esse fato vai delinear o grau de comprometimento que essas crises irão causar ao indivíduo.
 
As crises costumam durar poucos instantes, porém, as convulsões que duram mais de cinco minutos ou recorrentes apontam uma situação de emergência neurológica chamada de ‘mal epilético’. Nessas situações o paciente deve receber atendimento médico imediato.
 
Analisando o quadro da doença e buscando soluções, a Food and Drug Adminstration (FDA), dos Estados Unidos, aprovou o medicamento Fycompa (perampanel) para tratar crises parciais de pacientes com epilepsia com 12 anos de idade ou mais.
 
Russell Katz da FDA argumenta que "algumas pessoas com epilepsia não conseguem o controle satisfatório das crises por meio dos tratamentos que estão usando. É importante ter uma variedade de opções de tratamento disponíveis para esses pacientes".
 
Testes Clínicos
 
Foram realizados três ensaios clínicos com o Fycompa. Os pacientes que foram tratados com o medicamento apresentaram melhoria no controle das convulsões se comparados aos que participavam do grupo de controle.
 
As reações adversas relatadas pelos pacientes sobre o Fycompa foram: tontura, fadiga, sonolência, cataratas, irritabilidade, infecção respiratória superior, vertigens, elevação do peso, perda da coordenação muscular, ansiedade e alterações do equilíbrio.
 
É importante ressaltar que independente de qual seja o tratamento medicamentoso o indivíduo não deve suspender o uso do fármaco sob nenhuma hipótese, tal procedimento pode acarretar em um retrocesso do processo de manutenção e controle das crises epiléticas. O acompanhamento médico é imprescindível para dentre outros, a promoção da saúde do paciente.