Amoxil será produzido no Brasil e poderá ter valor mais acessível

28/11/2012

Uma parceria inédita entre a farmacêutica multinacional GlaxoSmithKline (GSK) e o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), da Fiocruz, pretende terceirizar a produção de um antibiótico utilizado em grande escala no Brasil.

 
O Amoxil (amoxilina, versão 875g), que antes era fabricado em uma unidade da GSK, no México e importado para o país, agora terá produção nacional, mas ainda não se sabe se essa mudança acarretará em redução de preço do medicamento para os consumidores finais. A parceria tem estimativa de durar no mínimo cinco anos.
 
A produção que está prevista para ocorrer no Brasil não será utilizada apenas em território nacional. A GSK pretende vender o fármaco no mercado privado também, diz o diretor executivo do Farmanguinhos, Hayne Felipe da Silva. Ele completa afirmando que ao mesmo tempo em que os técnicos da Fiocruz se familiarizam com a tecnologia envolvida na produção do medicamento, também estarão prestando um serviço para a GSK.
 
As primeiras unidades de Amoxil foram entregues à farmacêutica entre junho e outubro de 2012. A Fiocruz já liberou 29.206 caixas do antibiótico para a GSK. O Instituto Farmanguinhos apresenta capacidade de produção de até 900 mil comprimidos do fármaco mensalmente e para que isso se tornasse realidade houve transferência da tecnologia, a colaboração científica e a capacitação de profissionais que atuam com penicilina.
 
O diretor-executivo firma que a parceria entre as instituições é de extrema importância para o Brasil, apontando que a Fiocruz tem nível de qualidade e excelência tecnológica, superior aos demais laboratórios farmacêuticos reconhecidos como de alto padrão no país. A Farmanguinhos está preparada para receber a produção de outros tipo de medicamentos que sejam revestidos igualmente ao Amoxil, caso haja necessidade.