A trajetória histórica do tratamento de feridas crônicas

04/07/2012

As feridas são caracterizadas pelo rompimento da estrutura da pele e do seu funcionamento anatômico normal, resultante de um processo patológico decorrente de fatores internos ou externos. São ocasionadas por diversos motivos, como traumas, processos inflamatórios, degenerativos, circulatórios, distúrbios do metabolismo ou defeito de formação. 
 
No caso de feridas hemorrágicas, por volta de 3000 a.C., elas eram tratadas com cauterização. O uso de torniquete é descrito em 400 a.C. e a sutura é documentada desde o terceiro século a.C. 
 
Por muitos séculos, o tratamento das feridas teve por objetivo propiciar a cicatrização no menor tempo possível. Já na pré-história, vários agentes como extratos de plantas, água, neve, gelo, frutas, lama eram utilizados no tratamento de feridas. Com o passar do tempo e com a evolução das civilizações, outros métodos passaram a ser utilizados, como: emplastos de ervas, mel, cauterização das feridas com óleos ferventes ou ferro quente, cinzas, mirra, desinfecção com álcool, que eram aplicados sobre as feridas com o intuito de controlar a hemorragia e facilitar a cicatrização.
 
Um grande passo na história do tratamento das feridas foi o surgimento da penicilina na I Guerra Mundial, pois possibilitou o controle da infecção.  Os conceitos atuais de manutenção do leito da ferida úmida para acelerar o processo de cicatrização são relativamente recentes. 
 
Atualmente, o tratamento de feridas é um tema de destaque na área da saúde em todo o mundo. É uma prática milenar, que antigamente estava relacionada a costumes e hábitos populares, porém, com o passar do tempo se tornou científica. 
 
 
Fonte: Abenpe