Você conhece a história e o funcionamento do SAMU?

08/12/2014

O Serviço de Atendimento Médico às Urgências, o SAMU, teve início a partir de um acordo bilateral entre França e Brasil, em que o modelo francês foi adotado para os atendimentos de urgência e emergência, por meio de viaturas e equipes especializadas. O que difere esse modelo dos demais, mais comuns, é o fato de médicos serem parte da equipe de atendimento na viatura.

O primeiro passo ocorreu já no ano de 1988, após um longo período de estudos e pesquisas sobre qual modalidade seria mais adequada. A conclusão naquela época, foi uma adaptação do modelo francês, aliado às características americanas, ambos, adaptados à realidade brasileira.

Segundo Lopes e Fernandes (1999), o funcionamento e os chamados eram recebidos na central do Corpo de Bombeiros, pelo 193, que tinha uma ligação direta com o “sistema 192 da secretaria de Saúde.” Já no ano de 1999, percebia-se a necessidade da expansão do projeto.

O sistema SAMU possui seu funcionamento dividido em equipes, conforme descrito abaixo, segundo Lopes e Fernandes (1999).

·         Equipe de Suporte Avançado de Vida:é composta por um médico, um enfermeiro e um motorista, que trabalham sob escala definida, em revezamento, a fim de manter o serviço disponível 24horas por dia. Esta equipe somente é deslocada para atendimento quando há risco imediato à vida, situação definida pelo médico regulador ou coordenador do SAMU.

·         Equipe de Suporte Básico de Vida: é composta por um auxiliar de enfermagem e um motorista que se revezam sob a mesma regra descrita no tópico anterior. Neste caso, a equipe também é acionada sob liberação do médico regulador ou coordenador, em situações em que não haja risco iminente à vida.

·         Equipe de regulação médica:esta é a equipe responsável por distribuir as demais equipes em atendimento adequado à população. O principal responsável é o médico regulador e em sua ausência, o médico coordenador. Todas as solicitações de atendimento são triadas por técnicos e auxiliares de enfermagem, que na sequência, encaminham para os médicos responsáveis.

 

Mais informações e detalhes sobre aspectos legais podem ser encontradas no link da fonte da matéria.

 

Fonte: Lopes SLB & Fernandes RJ. Uma breve revisão do atendimento médico pré-hospitalar. Medicina, Ribeirão Preto, 32: 381-387, out./dez. 1999.