A Saúde Mental e a Psicofobia

26/08/2014

No Brasil, apenas dois por cento das verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) são destinadas à Saúde Mental. Noventa e três por cento dos pacientes que sofrem de transtornos mentais não são considerados violentos. No entanto, conforme o que diz a colunista da revista Época, Cristiane Segatto, essa informação não é noticiada com frequência, ao contrario das notícias relacionadas a episódios de violência, muitas vezes cometidos por indivíduos que sofrem de transtornos como a esquizofrenia, por exemplo, mas que está fora de controle por ausência de acompanhamento, dentre outros fatores.

“Contra fatos não há argumentos”, o que se deve notar e modificar são as atitudes relacionadas a esses pacientes. Eles precisam de atenção médica e dos demais profissionais de saúde, necessitam de seu espaço na sociedade e estrutura para o tratamento. Estigmatizar um paciente de saúde mental não resolve o problema e ainda pode piorá-lo. Esse “estigmatizar”, pode ser interpretado como de preconceito, que agora tem nome e pode virar crime. O preconceito contra pacientes de saúde mental se chama Psicofobia.

Esse termo foi criado pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), inspirado em um pedido do humorista Chico Anysio. O experiente ator sofria de depressão e sabia do preconceito que envolve esse e outros transtornos psíquicos que atingem 23 milhões de pessoas somente no Brasil (conforme dados da Organização Mundial de Saúde - OMS), por isso fez o apelo ao presidente da ABP, que trabalhou na definição do termo.

Desde a criação do termo “Psicofobia”, as conquistas relacionadas ao tema evoluíram e agora fazem parte do Projeto de Lei de reforma do Código Penal Brasileiro. Tudo em função de desmitificar patologias que atingem milhões de pacientes que sofrem preconceitos oriundos principalmente da falta informação.

Fonte: Revista Época